quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Mais um aumento. Pequeno.

A provar que o equilíbrio das contas públicas se faz pelo aumento das receitas, seja de privatizações, alienação de património do Estado ou por simples aumento de impostos a verdade é que ninguém pára a despesa, nesse caso aumenta-se impostos.
O ISP aumenta € 0,025 em 2008, já não basta o alto preço do petroleo, que por sua vez aumenta o preço por litro de gasolina, provocando aumentos significativos de ISP e de IVA, ainda não chega. Na verdade nunca chega.
Uma pessoa vai adiando a emigração mas não devem receber muito mais declarações de IRS minhas. Parasitas não. Obrigado.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Lusoponte e a procura de rendas económicas

Mais uma para a galeria de coincidências. Aproximava-se o final do período de Governo de Cavaco Silva, o então Ministro das Obras Públicas Joaquim Ferreira do Amaral, dá um monopólio a uma empresa chamada Lusoponte para a exploração de travessia do rio Tejo. Agora, o Presidente da Lusoponte, Joaquim Ferreira do Amaral, vai obrigar o Estado a cumprir o que assinou. Pena o Primeiro Ministro da altura ser tão mal assistido...
A notícia do Jornal de Negócios:
"A Lusoponte terá direito a receber uma compensação por cada carro que perca para a futura Terceira Travessia do Tejo (TTT), de acordo com o parecer da Procuradoria- Geral da República (PGR).
Segundo explicou ao Jornal de Negócios fonte próxima do processo, esta foi a a forma que a PGR arranjou para compensar a concessionária das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril, que, pelo contrato de concessão, teria direito a ficar com a nova ponte.
Deste modo, o Estado conseguiu ultrapassar o problema colocado pela cláusula no contrato da Lusoponte que lhe dá o exclusivo dos atravessamentos rodoviários a jusante de Vila Franca de Xira e que abrange a área Chelas-Barreiro, onde se prevê que seja construída a TTT."

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A Economia como ela é...

Há cerca de umas duas semanas fiquei intrigado com declarações do Ministro da Economia, houve um ajuste directo na atribuição da exploração de uma barragem, depois um outro serviço associado ao mesmo projecto, a uma empresa e o Ministro em reunião com o concorrente directo explicou-lhe a situação e ele entendeu.
Agora o Ministro surge em Aveiro e a outra empresa que perdeu o primeiro concurso ganha a concessão de um parque eólico, juntamente com uma fábrica, altamente subsidiada por impostos, sem contestação da que havia ganho o concurso da barragem.
Se a Economia não é cheia de coincidências felizes...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Um bom motivo para comprar o Jornal

Os senhores do Jornal de Negócios chegaram à mesma conclusão que qualquer pessoa mais informada chega. Um bom motivo para comprar o Jornal de Negócios de hoje.
Aqui fica a notícia aperitivo do sítio do Jornal de Negócios:

O Jornal de Negócios realizou uma operação de cliente-mistério e visitou ontem de manhã balcões de dez bancos em Lisboa, fazendo questões sobre a crise financeira do "subprime" que está a deixar os mercados à beira de um ataque de nervos. Veja o que dizem o que o recomendam os bancários no Jornal de Negócios hoje nas bancas.
"Não entre em pânico mas não invista agora em Bolsa. Tem acções? Então também não as venda. Prefira os depósitos, espere para ver até onde isto vai." Estas foram algumas das recomendações que mais ouvimos aos balcões de dez dos maiores bancos em Portugal. A crise "é coisa dos americanos". E o depósito de 8% que aquele banco está a dar? "Oh, isso é treta."
O objectivo foi perceber o nível de informação que os bancos estão a prestar aos seus clientes e, sobretudo, observar as suas recomendações para carteiras de investimento de particulares, colhendo opiniões quanto a acções, fundos de investimento, depósitos e outros produtos de poupança e investimento.
O resultado é um extenso trabalho editorial de seis páginas, com informação, recomendações e reportagem, incluindo as respostas, banco a banco, sobre o que é esta crise financeira, se as acções vão continuar a cair e como investir uma carteira de 35 mil euros.
"Não entre em pânico mas não invista agora em Bolsa. Tem acções? Então também não as venda. Prefira os depósitos, espere para ver até onde isto vai." Estas foram algumas das recomendações que mais ouvimos aos balcões de dez dos maiores bancos em Portugal. A crise "é coisa dos americanos". E o depósito de 8% que aquele banco está a dar? "Oh, isso é treta."
O facto de não se identificarem como jornalistas permitiu aos "clientes" ultrapassar o filtro dos departamentos de marketing dos bancos e perceber de que forma um particular é informado sobre esta crise, que está a deixar as Bolsas à beira de um ataque de nervos, colocou as taxas de juro sob pressão e trouxe dificuldades de liquidez aos sistemas financeiros.
Foram visitados à mesma hora balcões do Banif, do Barclays, do BBVA, do BES, do BPI, da CGD, do Millennium bcp, do Montepio, do Popular e do Santander Totta. Nem os bancários nem os balcões em concreto serão identificados. Conheça as respostas, uma a uma, esta quinta-feira nas bancas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Shame on you!


Afinal Bancos e instituições de crédito podem agir irresponsavelmente que são sempre salvas... Não é este corte de juros que ajuda quem tem dificuldades com empréstimos, no médio prazo pode significar inflação...

Despejar lamas está a tornar-se moda

A notícia é do Jornal de Notícias:

A empresa responsável pela deposição de lamas provenientes da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) de Areosa na vizinha freguesia de Carreço, em Viana do Castelo, veio a público afirmar que a actividade que desenvolve é legal, sendo do conhecimento tanto da firma multimunicipal Águas do Minho e Lima (AML), a quem presta o serviço, como da Câmara de Viana do Castelo. Indignada com a situação, a Junta de Carreço vai exigir, em tribunal, uma indemnização "pelos danos causados à freguesia", e apresentar, também, uma providência cautelar, com vista à paragem "imediata" dos trabalhos e consequente limpeza dos terrenos "afectados".Em comunicado, os responsáveis pela referida empresa, com sede em Coimbra, assinalam que a aplicação das lamas "decorre de actividade perfeitamente enquadrada na legislação nacional e comunitária, sendo efectuada por técnicos responsáveis e com conhecimento dos trabalhos executados". Mais refere a empresa que a solução preconizada "é, do ponto de vista técnico, ambiental e económico, sustentada por organizações internacionais e apoiada por ambientalistas, uma vez que reduz tanto o consumo de água como a aplicação de adubos químicos, reciclando substâncias que todos nós cidadãos produzimos diariamente".Considerando que o trabalho desenvolvido pela empresa "faz parte da solução e não do problema", o documento alude a trabalhos semelhantes, desenvolvidos um pouco por todo o país, dando conta que a firma "não está disponível para alimentar polémicas ou interesses de índole pessoal ou corporativo, mas para esclarecer e clarificar as questões levantadas pelas populações locais".Revoltado com o despejo das lamas da ETAR em terrenos da freguesia, o autarca de Carreço, Viana da Rocha, disse que terão sido já depositados mais de mil metros cúbicos desses resíduos na Veiga de Paçô, a curta distância de praia com o mesmo nome, que é há muito distinguida com o galardão da bandeira azul.Sobre a questão, fonte da administração da AML havia já referido que a empresa em causa "é responsável pela recolha e despejo das lamas", tendo a Câmara Municipal, segundo indicou o líder do Executivo, Defensor Moura, participado a ocorrência "às entidades competentes".

terça-feira, 18 de setembro de 2007

IMI

A Câmara Municipal de Aveiro resistiu à tentação de aumentar o IMI para a taxa máxima, é o mínimo que podia ser feito pelo executivo, afinal os cidadãos não têm culpa dos erros de quem governou a cidade.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Comissão Nacional de Caçadores Portugueses


· A CNCP engloba dez formações regionais com a cobertura total do território;
· Os cerca de 250 mil caçadores lutam contra um processo que pensavam já estar resolvido e que é o da conflituosidade na caça em praça pública;
· A caça é hoje uma prática consciente e que desempenha um papel fundamental, sendo que os caçadores ajudam o comércio, abrem caminhos que facilitam o acesso a zonas difíceis, semeiam terrenos para assim alimentar os animais durante todo o ano, limpam as matas e florestas e apoiam na divulgação e sensibilização das populações;
· Por outro lado, o desenvolvimento da caça turística é uma actividade fundamental para o desenvolvimento económico das zonas do interior e um contributo concreto para diminuir o fenómeno da sazonalidade, típico por exemplo do Turismo no Algarve;
· Mostrou estar seriamente preocupado com a actual situação da caça em Portugal após o Senhor Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas ter afirmado não estar receptivo a alterar a regulamentação que fixou a proibição da actividade cinegética a menos de 500 metros das casas de habitação. Explicou que o tiro atinge 80/90 metros, sendo que os 250 metros previstos inicialmente eram mais que suficiente. Os 500 metros acha que é um autêntico exagero, inviabilizando a caça e inviabilizando precisamente aqueles que querem desenvolver o interior da serra e criar postos de trabalho;
· A proibição do Governo inviabiliza a prática da caça em cerca de dois terços do território nacional, nomeadamente no Algarve, Oeste e entre Douro e Minho. E por isso mesmo, a CNCP terá que tomar uma posição em relação às declarações do Sr. Secretário de Estado e caso não haja cedência por parte do Governo, garantiu que haverá medidas de luta muito fortes;
· A seca também esta na lista das preocupações dos caçadores, com prejuízos graves para a população cinegética, embora tenham vindo a investir para que não falte a água às populações cinegéticas e não cinegéticas ;
· Integrar a actividade na oferta turística da região do Algarve é uma matéria que permitirá medir o peso económico da caça no Algarve e a criação de roteiros turísticos e gastronómicos seria um passo importante para o turismo de caça;


Fonte: Audiência de 29 de Junho de 2005, subcomissão de agricultura, desenvolvimento rural e pescas.

A exposição é feita pela Confederação Nacional de Caçadores Portugueses CNCP