segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

CIRES

A Companhia Industrial de Resinas Sintéticas, S.A. está a ser alvo de Oferta Pública de Aquisição por parte de um dos seus accionistas a empresa Shin Etsu International Europe B.V. que tem sede na Holanda. Não houve nenhum frenesim na corrida aos títulos da CIRES na bolsa porque não existem acções dispersas em número suficiente para provocar grandes alterações.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Políticos modernos

José Sócrates e Teixeira dos Santos têm ambos o hábito de não falar verdade, coisa corrente em véspera de eleições. José Sócrates, como que por magia, antecipando-se à divulgação pública dos números, mudou o seu discurso de oposição a quaisquer previsões internacionais de maus resultados da economia portuguesa no 3.º trimestre de 2008 e foi ele mesmo dias antes da tal divulgação pública a mudar o discurso (é de salientar que ele já estava na posse dos números). Já Teixeira dos Santos é menos discreto e cai facilmente em descrédito. Depois de tanta promessa de pagamento a fornecedores, coisa que não acontece, também a promessa de reembolso de IVA a tempo não acontece...
Ainda vamos assistir no final do tempo de José Sócrates a uma comunicação ao país, semelhante à de George Bush acerca da guerra no Iraque, acerca de parcerias público privadas. A guerra no Iraque tem um custo fiscal de cerca de $ 6000 por segundo, coisa que passou ao lado da comunicação de Bush. Certamente que José Sócrates não precisará da política depois de ser primeiro ministro (até chegar a altura da candidatura à presidência) e verá o pântano de longe, talvez em Paris, ou lá mais para norte...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Previsível

Depois de a 16 de Maio ( do ano de 2008) ter afirmado que as obras que decorriam na E. N. 109 eram uma verdadeira palhaçada, confirma-se agora, com a chuva de que o trabalho foi realmente de qualidade.
Enfim, talvez alguma porta enriquecedora se abra após a actividade política para alguém.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

BPP e o rumo lastimoso

O ministro Teixeira dos Santos, há muito pouco tempo nomeado pior ministro das finanças da união monetária, depois de mostrar que não conhece o orçamento decidiu partir para a galeria dos piores de sempre.
Em primeiro lugar, o episódio do último banco sem controlo, onde surge um anúncio de que o BPP necessitava de um empréstimo de 750 milhões de euros, recorrendo ao aval do Estado para contrair o desejado junto de outras instituições bancárias. O processo foi rejeitado pelo Banco de Portugal, devido à fraca contribuição do banco para o financiamento da economia (questão discutível, mas aceita-se). Até aqui tudo bem, até que, num momento de autêntica estupidez, surge a solução. O que deve ter dado origem a uma conversa deste género:

João Rendeiro: Necessitamos de um empréstimo de 750 milhões de euros e vamos recorrer ao aval do Estado Sr. Ministro para facilitar a obtenção do mesmo.
Teixeira dos Santos: Nada disso, a vossa contribuição para o financiamento da economia é insignificante (...)
Teixeira dos Santos: Já sei! Encontrei a solução para o vosso caso! Não vos deixamos usar o aval do Estado para obter o financiamento. O que vamos fazer é obter-vos um financiamento e para o facilitar, vamos dar-vos um aval do Estado.

Parece ridículo mas é verdade.
Em segundo lugar, a proposta da Comissão Europeia para baixar impostos não se pode aplicar em Portugal porque simplesmente a consolidação do governo fez-se pelo aumento dos impostos, logo a classe média não pode pagar menos impostos (é uma questão muito simples e a fórmula é repetida ao longo dos anos).
Em terceiro lugar, o Estado prepara-se para manter o défice sobre controlo à custa das décadas seguintes. São só uns milhares de milhões escondidos em parcerias Público-Privadas, uma maravilha para os privados.
Por último, quando Teixeira dos Santos fica contente pela baixa da taxa de referência do BCE, está apenas a pensar na borrada que fez, que vai ser ligeiramente atenuada pela baixa de juros (é a mesma receita usada no governo do Sr. Guterres), a última preocupação do Sr. Ministro será o bem-estar dos portugueses.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mais uma que perde qualquer credibilidade...

Poderia aplicar-se à Ministra da Educação mas o verdadeiro prémio tem de ir para a Sr.ª Ana Jorge. Perguntem ao secretário de Estado... Ou então façam contas...
Podiam criar o prémio Al Sahhaf* para o melhor político do ano.

*Famoso ex-ministro da informação iraquiano.

BPN

Não serei a pessoa mais indicada para comentar o caso BPN, nem sequer é um caso de escudo fiscal, esse ainda poderia comentar, visto ter alguma experiência com preços de transferência. É apenas e só um caso de fraude, uma corja que provavelmente bebe mojitos no Panamá, ou no Brasil (talvez aí sejam caipirinhas), onde os noticiários não passam estas notícias.
O que parece ser certo é que encaminha-se para o mesmo resultado do "Apito Dourado", do "Casa Pia", da "Operação Furacão", etc.
O único facto novo nisto tudo é que o Sr. Azevedo* se sente neste momento como um acólito.

*Famoso ex-presidente do S.L. Benfica

sábado, 8 de novembro de 2008

Futebol

O comportamento desportivo do F.C. do Porto este ano é equivalente à prestação de contas que fez, relativamente ao exercício de 2007/2008.
Um clube que cada vez depende mais das transferências de jogadores, diminuindo o que devia ser mais importante para um clube, os proveitos de bilheteira, televisão e produtos comerciais.
Ao mesmo tempo assiste-se ao aumento dos custos com pessoal, representado um valor insuportável, quando excluído o item das transferências de jogadores. O passivo do clube cresce ao ritmo de 2 dígitos e continua a violação do artigo 35.º do Código das Sociedades Comerciais (sócios pouco dispostos a perder mais dinheiro?). Salva-se o facto de ser campeão pelo terceiro ano consecutivo, o que significa simplesmente que ou a concorrência se encontra pior ou que como já foi verificado noutras ligas, os resultados desportivos no curto prazo não necessitam de apoiar-se numa situação económica equilibrada (um ponto contra o Soares Franco?!). Por outro lado, facto que parece ser confirmado por alguns estudos efectuados em Espanha, o correcto plano de aquisições, um plantel equilibrado em todas as posições e a idade média dos jogadores representam têm um forte reflexo nos resultados desportivos (poderá explicar os resultados do Benfica este ano). No entanto, a médio prazo, mais uma vez os resultados em Espanha são fatais, a estabilidade económica é sinónimo de sucesso, o que explica a incapacidade dos clubes portugueses manterem um padrão de resultados ano após ano consistente (montanha russa do Estrela da Amadora ou do Vitória de Setúbal?).

Can change happen?

Foto: Reuters