sexta-feira, 31 de agosto de 2007

J. S. Bach

Uma nova piscina

Albergaria inaugurou mais uma piscina municipal, na Branca. Esta piscina pode adiar a necessidade de uma nova piscina em Estarreja por estar bastante próxima de Estarreja. A não ser que se seja irredutível defensor da rivalidade entre concelhos, a verdade é que uma piscina em Estarreja, junto ao Estádio Municipal ou uma piscina na Branca servem da mesma maneira boa parte da população, Canelas, Fermelã e boa parte de Salreu.
Talvez a Câmara Municipal de Estarreja tenha outros projectos que considere urgentes, a realizar nos próximos tempos, ou talvez apenas possa manter as suas contas equilibradas e quem sabe seguir o exemplo da Mealhada e aliviar umas dezenas ou centenas de euros aos contribuintes do concelho. Poderia por exemplo alterar o IRS, como medida de neutralidade fiscal, com o objectivo de anular o efeito das taxas municipais que têm crescido nos últimos anos no concelho.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Assuntos de Verão

O ano passado, no parlamento europeu, foi debatida uma proposta francesa de constituição de uma frota aérea para combate a incêndios. O assunto não passou do papel, o assunto afundou-se quando o tema em discussão era o financiamento, quem pagava a frota?
Este ano o ministro francês da agricultura voltou à carga e oportunamente apareceu imediatamente um país a juntar-se à coisa, a Grécia. Actualmente a actuação da UE centra-se na ajuda de países com equipamento disponível e países com necessidades de equipamento. Claro que este ano, como no último, a questão do pagamento dos aviões é a grande questão. A UE aconselha o investimento na prevenção de incêndios.
Cá em Portugal fazem-se uns negócios estranhos, primeiro compram-se aviões que têm dificuldades técnicas, os negócios são anulados em concursos públicos para se optar por ajuste directo (falta referir que os concursos foram efectuados com as especificações de um aparelho, excluindo da questão um certo fabricante canadiano que normalmente ganha este tipo de concursos...). Agora apareceram uns helicópteros para combater incêndios no Inverno... Coisas de Verão.

Concorrência perfeita?

Os editores de livros não consideravam o mercado de livros do 1.º ciclo um mercado rentável. A partir daí, conseguem convencer o governo a que em 2008 possam aumentar o preço dos manuais em 6%. Um aumento superior à inflação, independente da estrutura de custos das editoras, o preço dos manuais subirá 6%. De uma forma geral, todos os livros vão subir de preço.
Se havia um problema tão grande, não poderia o Estado português, passar a produzir os manuais para o 1.º ciclo? Se há uma falha de mercado assim tão séria, poderiam deixar as editoras concentrarem-se noutros segmentos de mercado?
O que me parece é que tem havido alguns movimentos de concentração a nível de editoras, agora os resultados parecem estar à vista. Preços mais altos, maior qualidade? O que é certo é que o ensino gratuito, ficará só um bocadinho mais caro para as famílias.

Mealhada em alta

A Câmara Municipal da Mealhada apareceu ontem nas notícias por um bom motivo, vai baixar o Imposto Municipal sobre Imóveis em 40%, noticiou a Rádio Renascença (aqui). A taxa passará a ser de 0,3%.
Hoje o mesmo executivo dá uma ajuda subsidiando os aumentos dos transportes escolares, mantendo o preço pago pelos alunos por esse transporte igual ao do ano anterior.
Outros houve, que em vez de olharem pelos interesses da população em geral, andaram a fazer buracos para mais tarde recordar, é que fazer estádios de futebol onde nem de graça lá vão mil pessoas, é realmente triste.
É um princípio bastante básico da gestão, se não tens nenhum projecto rentável para investir o dinheiro, então devolve-o aos accionistas, que neste caso são os cidadãos do concelho.
Quanto à Mealhada, além do leitão ter sido recentemente considerado uma das sete maravilhas gastronómicas de Portugal, o nome do Presidente é Carlos Cabral e os únicos defeitos que achei quanto à governação do senhor, foi o parecer do Tribunal de Contas, no que diz respeito aos orçamentos que apresenta.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Não há almoços grátis

Literalmente não haverá mais almoços grátis para ex-trabalhadores da EDP. A medida vai significar uma redução de 125 mil euros por ano nos custos da empresa. A medida tem um impacto tão reduzido nas contas da empresa que é bem possível que a actual administração não precisasse de comprar esta guerra. Se é certo que num plano de corte de custos, se procure maximizar o retorno para os accionistas, também é certo que quem colocou o actual presidente na empresa foi o governo português. O Sr. Mexia poderia aferir sobre as necessidades desses trabalhadores e, caso achasse que alguns deles precisam desta ajuda, poderia prescindir de algumas visitas ao Ritz, suponho que o Sr. terá habitação em Lisboa e até suponho que se as suites são usadas para reuniões, também haverá instalações da EDP na cidade.

Metas ambientais

A União Europeia prossegue a sua estratégia de reduzir o consumo de energia, no entanto, hoje parece ter dado mais um passo para manter as lâmpadas economizadoras a preços elevados. O comissário europeu Peter Mandelson afirmou que provavelmente as tarifas de importação sobre este produto vão manter-se por mais um ano. Segundo o comissário, os produtores europeus precisam de mais tempo para se ajustarem. Cá em Portugal também há umas quantas indústrias que precisavam de tempo para ajustamentos...
Há bons lobbies por essa Europa fora.

Capitalismo divino

Uma notícia que revela mais uma vez a face capitalista do Vaticano, no sítio do Diário de Notícias (Aqui), sobre a possibilidade de o Vaticano realizar voos para peregrinos com destino a Fátima.
Ao que parece o Vaticano além de outras actividades também já é proprietário de uma companhia aérea Low Cost!?