terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Northern Rock

Os accionistas (ou ex-accionistas) do banco inglês Northern Rock acreditam que tiveram uma menos-valia com a nacionalização do banco. Na minha modesta opinião, foram os gestores nomeados pelos próprios accionistas quem destruiu o valor do banco, convém ainda lembrar que não houve um único banco privado a querer ficar com o Northern Rock (porque será?) e que os depositantes perderam completamente a confiança na instituição.
Pelo andar da coisa ainda vamos assistir aos accionistas do BPN com acção semelhante, quem sabe se mesmo Oliveira e Costa não será a principal figura dos queixosos...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Más notícias para a saúde (dos portugueses)

Concorrência posta em causa nos genéricos

2009-01-07

Os genéricos Almus entram este mês no mercado. São lançados por uma empresa maioritariamente participada pela Associação Nacional de Farmácias, que defende a prescrição pelo nome da substância activa.

A denominação comum internacional (DCI) é a designação da substância activa principal de um medicamento. É de referência obrigatória nas receitas sempre que se prescrevam genéricos, mas os médicos podem, ainda assim, acrescentar o nome do laboratório que produz esse genérico - e com uma cruz impedir que os farmacêuticos substituam o fármaco prescrito por um genérico semelhante. Um bloqueio que só é problemático quando há rupturas de stock, como aquelas que foram noticiadas recentemente, na sequência da redução de 30% no preço dos medicamentos sem marca.

As notícias, dizem fontes da indústria farmacêutica, escondem "interesses". Porque a ruptura é "residual". Facto que foi, de resto, confirmado pela Autoridade Nacional do Medicamento, segundo a qual houve registo de problemas em 30 dos cerca de 3500 genéricos existentes. A esmagadora maioria deles com alternativas (31, num caso). A dificuldade levantava-se quando uma cruz do médico impedia a troca - e conduziu à defesa da prescrição exclusiva por DCI, dando ao farmacêutico liberdade para dispensar qualquer fármaco.

Fontes contactadas pelo JN - que pediram o anonimato - remeteram a justificação das notícias para o interesse da própria ANF. E para a marca de genéricos que entra agora no mercado.

A Almus Lda nasceu há um ano, no seio da Alliance Healthcare, que é líder da distribuição de medicamentos em Portugal, com 24% do mercado. Ora, esta empresa, criada em 2005, é detida em 49% pela ANF e tem como presidente do conselho de administração o líder da Associação. Outros 2% dos capitais são da José de Mello Saúde, na qual a ANF participa com 30%. A ANF acaba por deter 51% da Almus. Em resumo, a ANF - que representa 97% das farmácias existentes em Portugal - é líder da distribuição de medicamentos e está, agora, ligada à produção de genéricos. Fontes do sector falam em "violação das regras de concorrência" e "verticalização do sector" - produção, distribuição e venda -, mas a associação rejeita as críticas. Diz que a Autoridade da Concorrência "não encontrou nenhum motivo de preocupação em relação a uma possível distorção da concorrência" com aquisição da Alliance Healthcare. E garante que "tem por missão a defesa dos interesses morais, profissionais e económicos dos proprietários de farmácia", que "são absolutamente independentes no que respeita às decisões de gestão comercial".

A ANF recusa assim que as farmácias dispensem fármacos da Almus só porque a marca é comercializada pela Associação que as representa. Ora, reage fonte da indústria, "foi assim que a Cinfa dominou o mercado de genéricos em Espanha. Começou por uma cooperativa de farmácias".

Contactada pelo JN, a Ordem dos Farmacêuticos também rejeitou a verticalização do sector com os negócios da ANF. "Não é uma holding, é uma associação. Se detivesse farmácias, aí, sim, haveria verticalização", considera João Mendonça, do Conselho Regional do Sul. Questionado sobre se a prescrição por DCI não colocará totalmente na mão do farmacêutico a decisão do fármaco a dispensar, o dirigente diz acreditar que a bola passará antes para "a mão do doente". "Provavelmente será ele que escolherá o mais barato, ou o que já conhece". Até porque, garante, "os genéricos mais vendidos são os mais baratos e não os que dão mais vantagens às farmácias".

Tal como a ANF, João Mendonça defende a prescrição por DCI, mas por uma "questão técnica": "Se são todos iguais, qual a razão para estar lá a marca?" A ANF, essa, encara a DCI como "um mecanismo fundamental de concorrência no sector do medicamento, com benefícios económicos significativos para os doentes e o Estado".

Notícia do Jornal de Notícias

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

PS Estarreja

O Partido Socialista de Estarreja prepara o ano político.

Notícia do Diário de Aveiro.

Banco de Portugal

Apresentação do boletim económico de Inverno pelo exonerável Vítor Constâncio.

06 de Janeiro de 2009

Previsões de Inverno

Estas são as previsões deste blogue para o ano de 2009:

Aumento do desemprego, que não deverá baixar até 2012 (Mais pessimista do que o do Sr. Constâncio presumo);
Fortíssimo aumento do endividamento público;
Diminuição da inflação (em linha com o que disse o Sr. Constâncio)
Diminuição do preço das casa e que os imóveis (de uma maneira geral) não terão aumentos reais no seu valor na próxima meia década;
A economia entrou em recessão em 2008 e infelizmente para o primeiro ministro, não haverá alterações durante este ano;
A nível internacional, devido a esta crise financeira, vamos assistir à degradação das condições de crédito para algumas nações, que podem ser mascaradas pela baixa temporária de taxas de juro mas que levarão a falhas nos pagamentos das dívidas a médio prazo.
O ano de 2009 será bastante bom para as principais bolsas mundiais (não estou a incluir mercados emergentes, nem acções de empresas mineiras)

Bom ano de 2009.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O pêssego que afinal era um limão

Uma regra extremamente simples da teoria financeira é a de que não é possível fazer arbitragem pedindo dinheiro emprestado num lado, para o ir depositar noutro e fazer um lucro decente no processo sem grande esforço. Caso fosse possível, haveria uma fila enorme à porta do Banco que concedia o empréstimo, o que o faria elevar a taxa de juro cobrada e uma fila tão grande quanto a permitida pelos contratos de empréstimo no primeiro Banco, à espera para fazer o depósito, o que faria a segunda instituição diminuir o retorno que dava aos investidores ao ver tamanha procura.
No caso do Sr. Madoff, nenhum investidor achou isto estranho.
O Sr. Espertalhão entrava no escritório do Banco Privado Português, pedia emprestado o montante de 10 000 000,00 de euros, a uma taxa de 8% e ia investir num fundo dum Sr. Madoff que prometia 10% a 15%, não havendo anos maus (certeza de retornos???? Só se for num mundo perfeito, que não este onde vivemos).
O Sr. Espertalhão ficava com salário de administrador de banco sem o mínimo esforço e isto não soa estranho a ninguém? E se houver uns milhares de Srs. Espertalhões, todos se conhecem, nenhum deles acha estranho de onde vem o dinheiro que os faz ricos ao ritmo das fases da lua?
O que é certo é que só pessoas como o Sr. Dias Loureiro sabem transformar a água em vinho e para isso acontecer, não podem haver milhares de outros jogadores na jogada, só dois ou três. É elementar que todos os contribuintes têm de ficar mais pobres para que alguns fiquem muito ricos.

Motivos do nosso atraso económico III

Jorge Coelho e Dias Loureiro (notícia do Público)