segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Europa

Para todos os que pensam que a Europa é um continente acéfalo e que anda a reboque dos E.U.A. ficou aqui explícito que por cá as pessoas não estavam a dormir.
O Sr. Paulson deve ter ficado sem algum cabelo que lhe reste na cabeça quando viu que a União Europeia tem um plano mais eficiente do que o dele, com um valor 3,5 vezes maior do que o dele (um pouco mais de 2500 milhões de dólares).
Por cá, apesar de a maior parte das pessoas não ter reparado que o BPN tropeçou, o Primeiro Ministro fez o que lhe competia e alinhou com os restantes países da Zona Euro e deu um aval para retirar a pressão que sufocava a banca lentamente. Fora da Zona Euro, o governo inglês mostrou que não brinca quando se mexe no seu sector financeiro, não deixando espaço para especulação sobre o futuro dos seus bancos (ao contrário dos E.U.A.), se já não o tinha mostrado antes.

Afinal o mundo não terminou

Cotadas do PSI-20 apreciam mais de 5 mil milhões em dia de subidas recorde na bolsa

Fonte: Jornal de Negócios

domingo, 12 de outubro de 2008

Canelas e os outros

Em Estarreja, excluindo o projecto do parque industrial, não há um processo de planeamento estratégico territorial. Não há um projecto estruturante e atractivo, definido para as freguesias mais pequenas do concelho e a tentativa de participação feita pelos cidadãos não tem efeito prático.
Se há planeamento urbanístico, este não responde claramente às solicitações sociais.

Sem comentários

O vasto e extravagante mundo dos pequenos gastos do Estado.

Notícia do Público

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Economia real

Numa altura de debate sobre orçamentos, negociações salariais e coisas análogas, era importante alguém falar sem ter o discurso escrito por outro alguém. Apesar do momento de crise em que grande parte dos países se encontra, não sendo o nosso excepção (no curto prazo, uma recessão, provoca grandes variações do produto, emprego e do investimento) no entanto, no longo prazo, o produto por trabalhador tende a estabilizar o rácio de capital para o produto mantém-se perto de constante e assim sendo os salários deveriam crescer ao mesmo nível do produto. O que realmente tem um nível de correlação significativo com o crescimento (que a seu tempo levará ao crescimento dos salários como desejado) é o nível de educação da força laboral e o nível de poupança da nação (vá-se lá saber porquê, não é o forte desta pequena nação). Claro que a realidade não importa muito nestas coisas, o que interessa é fechar mais uns milhares de olhos, garantir votos (quotas no caso dos sindicatos) e fazer de conta que o país vai crescer com maiores salários para a função pública, subsídios a empresas condenadas, etc.
Por outro lado, há factores que perturbam o crescimento, como é o caso dos impostos, a inflação, ou a corrupção (coisas inexistentes por aqui nos últimos anos).

O fim do mundo aproxima-se...

E enquanto isso não acontece, comprei mais umas acções das empresas do costume EDP e SONAE SGPS e não tenho pressa para vender...
Por falar em acções, após uma análise mais demorada sobre as contas da EDP Renováveis, eu diria que quem comprou acções na OPV vai esperar uns bons tempos até recuperarem o dinheiro (eu não susteria a respiração).

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Dilbeek

A ideia apresentada no post anterior está longe de ser original. No entanto, no município de Dilbeek, na Bélgica, resultou numa diminuição do lixo produzido por habitante em 60 % num curto espaço de tempo, apenas 6 meses. Em Landkreis Schweinfurt na Alemanha o resultado ficou-se pelos 46 %.

Estarreja mais limpa

Na página da Câmara Municipal de Estarreja (aqui), está um resumo acerca de da quantidade de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) produzidos e dados sobre a sua recolha. A recolha de RSU é onerosa e os habitantes do concelho não têm qualquer tipo de incentivos para redução da sua produção. Pela análise da tabela apresentada (quantidade de RSU) pode concluir-se uma de duas coisas, ou o aumento é assustador ou há uma falta de qualidade enorme na recolha de dados o que inviabiliza qualquer análise. Assumindo a primeira das hipóteses, apesar do quadro colorido apresentado para a quantidade enviada por cada estarrejense para reciclagem (talvez aqui uma análise temporal mais longa demonstrasse que apenas faltavam alternativas no passado), os estarrejenses necessitam de um incentivo para não sujar tanto. Ao contrário do que é dito na página da C.M.E. a recolha de sacos à porta de casa não é uma coisa má, devia era ser bem aproveitada. Como as pessoas respondem a incentivos, a melhor solução para melhorar o problema é tornar mais oneroso a produção sem triagem e gratuita a recolha nos ecopontos. Isto poderia ser feito através da criação de um sistema de recolha de lixo apenas de sacos pré-seleccionados, com determinadas características, que os identificariam bem. Estes sacos poderiam facilmente ser vendidos na mercearia do bairro, ou nas juntas de freguesia. Apesar de a venda de sacos não ser mais do que uma taxa camuflada, suponho que seria um bom exemplo dado por Estarreja ao resto do país. Além de que é simplesmente disparatado, como alguém lhe chamou, criar um cluster do lixo. A criação de aterros e novas lixeiras não é solução.